A família do aluno do curso de soldados do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Rodrigo Lima Claro, 21, que morreu depois de cinco dias internado após passar mal em aula prática realizada pela corporação na Lagoa Trevisam, em Cuiabá, acredita que o jovem foi vítima de excessos no treinamento aquático.
A mãe de Rodrigo, Jane Claro, revelou mensagem que o filho a enviou, via whatsApp, relatando o medo que estaria sentindo dos treinamentos na lagoa e por conta das possíveis ameaças da tenente BM Isadora Ledur que era a responsável pelo treinamento dos alunos.
O Corpo de Bombeiros irá abrir um inquérito para investigar se houve abusos no treinamento. A tenente Isadora, que é acusada pela família por cometer excessos nas aulas, principalmente contra Rodrigo, foi afastada.
Os familiares contaram que os colegas do filho confirmaram que foram obrigados a repetir por várias vezes a travessia e que, mesmo reclamando de dores e exaustão, o jovem ainda teve de manter-se embaixo d'água por muito tempo e dezenas de vezes.
Conforme o coronel BM Alessandro Borges Ferreira, responsável pelo inquérito dos Bombeiros, as investigações para apurar a conduta da tenente devem durar até 50 dias. No mês de dezembro, ela deverá ser promovida à capitã.
Outra denúncia da família é por conta do treinamento aquático ser realizado distante da cidade sem o suporte de uma ambulância para atendimentos de urgência, o que agravou ainda mais a situação de Rodrigo. Ele morreu na noite de terça-feira (15).

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